06 junho 2015

Crise dos sete anos de casamento



Por que muitos casais não resistem a esse número cabalístico?

Artigo escrito por Admin 
delas.ig.com.br

Para alguns, ele é cabalístico, mas a verdade é que tem muito casal por aí que entra em parafuso diante do número sete. É que o algarismo é sujeito de uma crise muito famosa, que, apesar de aparentemente sem explicação, é a culpada pelo fim de muitos casamentos. Trata-se da chamada 'crise dos sete anos', quando o frio na barriga passa, o príncipe encantado se transforma num simples mortal e a sensação de desgaste generalizado acaba por colocar o relacionamento na balança.

No caso do engenheiro Luciano Lobato, a balança acabou pesando para o lado daseparação. PHD no assunto, ele passou por três crises dos sete anos, em diferentes fases da vida, e afirma não ter conseguido encontrar antídoto para essa praga. "Na minha opinião, sete anos é o tempo que leva para tudo esfriar. Chega um ponto em que um não tem mais nada a acrescentar ao outro e a relação passa a existir só para cumprir tabela", diz.
Para Luciano, tudo começa quando o casal passa a encarar o outro como a razão de todos os problemas. "Com a relação completamente desgastada, os estresses aparecem e você começa a olhar para fora do casamento. Não é uma crise de brigas, clima pesado, tanto que me dou bem com minhas três ex-mulheres. O casamento acaba por frieza, esgotamento. Simplesmente acaba", afirma.
Fase do desencanto
Crise preocupante, mas nem sempre fatídica. A veterinária Laura Zukermann, que passou pelo problema no segundo casamento, garante que a idade e a bagagem de um outro relacionamento que não deu certo foram elementos fundamentais para não se sentir acuada e enfrentar o desgaste com persistência. "A paixão, aquela coisa de frio na barriga, que dura uns três anos, tinha acabado há tempos e se transformado em amor. Depois, veio a fase em que o mito do príncipe encantado vem abaixo e ele vira uma criatura normal como a gente. Assim que eu comecei a reclamar, meu terapeuta deu o diagnóstico e fiquei impressionada de como eram óbvios os sintomas da tal crise. Acaba a cerimônia, os nervos ficam à flor da pele e qualquer coisa que o outro faz deixa a gente irritada", diz.
Crise não significa que o amor se esgote. "Foi muito difícil mas, no fundo, não queria terminar o casamento. Queria mantê-lo, já não estava mais na idade de viver sem estabilidade e, apesar da minha falta de paciência, insisti", conclui Laura.
A crise começa antes 
Apesar de facilmente identificável, o problema não tem data marcada para aparecer. A crise dos sete anos do casamento da empresária Marília Luz começou aos cinco. "Senti um esfriamento total na relação e passamos muito tempo fingindo que nada estava acontecendo", conta. Hoje, ela sente que a imaturidade dificultou a situação e fez com que sua postura passiva culminasse no fim do casamento. "Eu sou filha única, casei virgemcom o primeiro namorado, aos 20 anos. Era duro. Aquilo ainda se estendeu em banho-maria por quase dois anos e só terminou porque ele me traiu", revela.
A terapeuta de casais Eliane Cotrim afirma que esse é um dos sintomas mais comuns dessa crise. "O adultério é uma característica desse período. Depois de conviver por algum tempo, eles se conhecem melhor e acabam as ilusões, a idéia do príncipe. É a primeira vez que o lado verdadeiro do outro aparece e, com isso, as diferenças vêm à tona. Com isso, surge também a sensação de esgotamento e de que não há mais nada de novo a viver e aprender no relacionamento", explica.
* Fonte Bolsa de Mulher

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