03 novembro 2014

Como disfarçar odores na região íntima?

por Marianna Feiteiro


Apesar de ser absolutamente normal e até um sinal de saúde, o característico odor da vagina incomoda muitas mulheres que têm uma encanação maior com a higiene íntima.
Quando o odor é muito forte e diferente do habitual, é provável que haja alguma infecção. Neste caso, a mulher precisa procurar um ginecologista para investigar as causas do problema e tratá-lo adequadamente. Já o cheiro normal da vagina é suave e, em alguns casos, até imperceptível pela própria mulher.
Ainda assim, muitas ficam preocupadas com a possibilidade de outras pessoas sentirem o odor, ou de o parceiro se incomodar na hora do sexo.

Por que a vagina tem odor?

Assim como o resto do corpo, a região íntima feminina produz secreções que servem para proteger a área de possíveis contaminações.
“Os odores são formados por uma mistura de substâncias que são produzidas na região genital, como suor, sebo e secreções vaginais. Essa combinação favorece uma colonização de bactérias e outros micro-organismos, que servem para proteger a região e, por sua vez, também produzem odores”, detalha a ginecologista Bárbara Murayama, coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho.

Cheiro comum vs. sinal de doença


Ao notar um odor forte, a mulher deve procurar seu médico, que fará exames físicos e clínicos para descobrir a causa do problema. É muito importante que a paciente não tente disfarçar o cheiro antes da consulta com ducha interna ou desodorante, pois isso irá dificultar o diagnóstico
De acordo com a especialista, não é difícil diferenciar o cheiro normal do sinal de infecção. “A vagina possui um odor suave, não tem nada que se assemelhe a ele. Quando ele é tão forte que conseguimos caracterizá-lo, como cheiro de peixe podre, por exemplo, é sinal de problema”, explica.
No último caso, tentar mascarar o sintoma com produtos perfumados ou lavagens excessivas é perigoso. Além de correr o risco de piorar uma possível infecção, a mulher pode deixar de investigar a causa da doença por não perceber mais o odor forte e, em casos mais graves, acabar desenvolvendo condições sérias como o câncer de colo do útero ou infertilidade.
“Ao notar um cheiro não característico e forte na região genital, é preciso procurar um médico o mais rápido possível para tratar o foco do problema”, orienta.

Vergonha no sexo

Dra. Bárbara ressalta que, para as mulheres preocupadas com este assunto, o maior medo é que os outros sintam o odor exalado pela região genital, como o parceiro no momento do sexo. Porém, segundo ela, não há motivos para encanar. “Se a saúde estiver em dia, dificilmente seu odor irá incomodar você mesma ou seu companheiro. Além disso, nós liberamos feromônio, que é muito atrativo para o homem, no sentido primitivo mesmo. Ao tentar mascarar esse odor natural por vergonha, acabamos eliminando esse fator positivo. É provável que seu parceiro goste mais do seu cheiro com a higiene adequada do que de produtos artificiais”, declara.

Diminuir odor da vagina: medidas simples


Muitas mulheres têm medo de que o odor da vagina seja percebido pelo parceiro durante o sexo. No entanto, Dra. Bárbara esclarece que, não só o cheiro não incomoda, como é atrativo para o sexo oposto
Mulheres obesas, que transpiram bastante ou que têm pelos pubianos muito compridos podem exalar um cheiro mais acentuado. Outros hábitos comuns, como o uso de determinadas roupas, também provocam a condição.
Se após a investigação do seu ginecologista você descobriu que não tem nenhum problema de saúde, pode tentar medidas básicas para melhorar a higienização e favorecer a saúde íntima, minimizando odores.

Como higienizar a vagina corretamente

A higiene exagerada da região íntima geralmente piora o odor. Isso porque os pelos, a camada gordurosa e as secreções que existem lá, apesar de serem causadores do cheiro, são também os responsáveis por combater a proliferação de bactérias e fungos. Ao lavar demasiadamente a região, interna ou externamente, a paciente acaba removendo parte desta proteção, favorecendo infecções e, consequentemente, odores fortes e outros problemas mais graves.
“Um a dois banhos por dia são mais do que suficientes”, afirma Dra. Bárbara. A maneira certa, segundo orienta a especialista, é lavar bem a vagina externamente, tomando cuidado para higienizar as “dobrinhas”. Para isso, é preciso afastas os pequenos e grandes lábios, e também a pele que fica em volta do clitóris, que pode acumular secreções. Passe o sabonete com os dedos nesses locais de difícil acesso e enxague bem.

Sabonete íntimo ou comum?

O ideal é utilizar um produto que se aproxime do pH natural da vagina, que é ácido. Pode ser o sabonete íntimo ou um neutro.

Ducha íntima faz mal?

Sim. Lavar a vagina internamente pode alterar o pH e destruir a flora local, eliminando as proteções naturais e favorecendo o aparecimento de inúmeras doenças. Além disso, a prática é capaz de mascarar possíveis sintomas de complicações, como o odor mais forte e corrimento, que precisam ser tratados por um especialista. Ademais, Dra. Bárbara enfatiza que a vagina não requer esse tipo de limpeza.

O protetor diário só deve ser usado no final da menstruação ou para conter escape de urina durante o tratamento. Já o lenço umedecido pode ser utilizado para higienizar a região, mas apenas em uma eventualidade

Lenços umedecidos: usar ou não?

O produto pode ser utilizado em uma casualidade, mas não deve ser hábito. A ginecologista indica os lenços desenvolvidos especificamente para a região íntima quando necessário. “Se você trabalhou o dia inteiro, vai para um jantar e não tem tempo de tomar banho, pode usar o lencinho e trocar a calcinha. Mas não pode fazer isso todos os dias, pois vai remover a gordura da região”, diz. “A candidíase de repetição, por exemplo, pode ocorrer devido à limpeza exagerada”, completa.

Protetor diário faz mal?

Sim. O absorvente abafa a região íntima e torna o ambiente mais úmido, favorecendo a proliferação de fungos e bactérias e, consequentemente, a piora de corrimentos e odor. Ao usar um protetor diário para mascarar esses sintomas, a mulher acaba piorando a situação. Ele só deve ser utilizado no final da menstruação e durante o tratamento para escape de urina. “É melhor trocar de calcinha no meio do dia do que abafar a região com o absorvente”, orienta a especialista.

2 comentários:

  1. Olá Ju, adorei o seu blog. Recebi o link através da Agenda dos Blogs e amei. As matérias, o layout e os assuntos relacionados são bem interessantes. Com certeza vou sempre voltar. Se quiser, dá uma passadinha pra conhecer o meu cantinho também. Parabéns pela matéria dos odores vaginais, nem todas as mulheres tem coragem de falar sobre esse assunto abertamente. Posts assim que precisamos ver mais nos blog. Um beijo e uma ótima semana!
    http://www.ellenluz.com/

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  2. Pois é Ellen é meio constrangedor e não é todas que tem a coragem de contar ao seu médico sobre o problema né mas vou continuar trazendo muitos posts sobre a saúde aqui que bom que gostou beijos linda e muito obrigado por sua visita

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Olá seja bem vindo ao Blog obrigado por sua visita deixe o seu comentário e se tiveres alguma dúvida entre em contato com a gente beijos