11 julho 2014

Paixão na terceira idade: Paixão depois dos 60 anos


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Paixão na terceira idade: Paixão depois dos 60 anos! 

Oi meus amores tudo bem com vocês? Eu espero que sim! Bom gente hoje tratando de um assunto que eu amo que a terceira-idade, e o título diz tudo né a paixão na terceira-idade, sabe conheço algumas pessoas que quando perdem o pai ou a mãe acha que quem ficou não pode mais refazer a sua vida do lado afetivo!

Que não pode mais ter uma paixão! Eu discordo totalmente com isso! Acho que as pessoas que ficam claro que depois de um devido tempo pode e, deve refazer a sua vida se assim achar um companheiro (a) que o faça feliz. Pronto falei.


O que é a Paixão

A paixão não é um privilégio para pessoas excepcionais. Como potencial herdado, está presente em todos os indivíduos e é necessária para a auto realização e a manutenção da autoestima. Embora paradoxal, o envelhecer é um triunfo. Porém, essa visão otimista reconhece que existem envelhecimentos bem-sucedidos ou outros menos, e sem falar daqueles com sucesso inexistente.



Para alguns, a existência da morte pode ser um sinal de fracasso, por isso deixam de viver muito antes de morrer. Para outros, tal constatação é o que possibilita experimentar e sentir a alegria de viver. Sem essa convivência, a existência seria intolerável e perderia o seu sentido e graça. A alegria da vida provém justamente de sua natureza essencialmente fugitiva, defendia Freud.



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É na fase do adulto maduro que as pessoas se veem bem mais interessados pelas questões relativas à morte e à vida. Muitos idosos apresentam sentimentos ansiogênicos ao se perceberem próximos da ruptura de todos os vínculos, do deterioro do corpo e da extinção de toda a excitação. É comum apresentarem condutas de desligamento e de restrição, reduzindo a tensão a zero, e comportamentos regressivos e desintegradores também.



Eros e Thanatos


Freud compreende que para existir a vida e a morte é necessária a interação de duas forças afetivas: uma denominada Eros, que luta pela preservação de tudo o que se entende por vida e é responsável pelo movimento progressivo e integrador da pessoa. Dela resultam os sentimentos como o amor e também a paixão, o prazer e tudo o que oportuniza a saúde.



E num segundo grupo, descreve a existência de forças responsáveis pelo andamento do relógio biológico Thanatos. Elas se iniciam com o nascimento e se encerram com a morte. Ambas caminham junto, porque fazem parte da bagagem genética. As forças de Eros necessitam ser constantemente investidas em situações que se entende por vida.



Freud concentrou esforços em prol da saúde e da vida e para descobrir quais as condições que impedem essa integração e dissolvem a fusão necessária. Sentimentos como amor e, como dizem os poetas, "certa paixão nos investimentos feitos no dia-a-dia podem ser importantes na manutenção da vida, porque evitam a apatia responsável pela depressão".



Síntese


A paixão é o primeiro estágio de uma relação amorosa ou de um envolvimento em diferentes projetos. O amor apaixonado é precisamente a marca da síntese entre desejo erótico e amor eterno. Na vida das pessoas, na literatura, na poesia, nas artes e ciências em geral, a paixão é tipicamente representada pelas relações amorosas, pelas grandes criações e inventos geniais conhecidos na história da humanidade.



Estudando personalidades que se destacaram nesses campos, percebe-se que a produtividade mantida durante toda vida ocorreu graças à intensa paixão com que se envolveram tanto com suas obras quanto com seus amores. A experiência clínica e, de fato, a experiência da vida revelam que o processo de apaixonar-se e estabelecer relações amorosas não se restringem a adolescentes ou adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer momento da vida.



Martin Bergmann, num artigo de 1987, nossa já faz anos hein! Aponta a peculiar resistência que os profissionais encontram para investigar as relações amorosas em idades avançadas. Há uma sensação de embaraço diante da sombra do limitado tempo de vida, da doença, da incapacidade e da morte como dimensão realística. Bastante diferente dos temas amor e morte românticos e adolescência mostrados na literatura.



Anos acumulados


Victor Hugo, um poeta que viveu no século XIX, a exemplo de tantos outros, exaltava com muito entusiasmo a simultaneidade de seu envelhecimento com a paixão. Sua personalidade e obra parecem ter experimentado uma autêntica expansão, tanto em conhecimento como em diversos enamoramentos, com a acumulação dos anos vividos. Em certa ocasião, aos 67 anos, eufórico com suas conquistas comentam: "Meu corpo declina, mas meus pensamentos crescem e abaixo de meu envelhecimento há uma explosão".



Sua preocupação em preservar investimentos pode ser acompanhada na citação: "Não estou desarmado. Em geral, viver, sobretudo haver vivido, para muitos, a proximidade da morte inibe o interesse, porque muitos velhos sentem que estão nesse plano só provisoriamente. Eu não sou igual a estes velhos. Sigo exasperado e violento. Grito, me indigno e choro".



Em outros momentos afirmava que a erotização corporal alimentava seu pensamento e que o fato de estar apaixonado o fazia sentir-se vivo. Outro grande poeta alemão, Goethe manteve uma postura semelhante ao atribuir uma importância fundamental à capacidade de apaixonar-se. Platônico ou não, o amor para ele parece ter sido indispensável, porque numa de suas citações, aos 74 anos diz: "Não me sinto bem, pois não estou enamorado e ninguém está enamorado por mim".



Afirmava que não ter amor é como privar-se do antídoto capaz de vivificar o funcionamento psíquico necessário para apaziguar a angústia de morte e favorecer a união dos afetos. Era da opinião que os afetos voltados para a vida (Eros) nunca devem ser considerados definitivamente vencidos pelas forças destrutivas que atuam na obscuridade e no silêncio interior do ancião, e sim ser a via régia para lutar contra o exército das sombras.



Reparar Sentimentos


A paixão como poderosa emoção, pode permanecer de forma pura nos diferentes envolvimentos pessoais, profissionais, artísticos e científicos ou transformar-se numa energia mais qualificada que estimula a ilusão e a fantasia necessárias ao conhecimento e possibilita a maturidade com o passar dos anos.



A longevidade justamente é alcançada quando a paixão estiver presente nos mais diferentes projetos e envolvimentos de cada um. Manter-se apaixonado, nem que seja pelo fato de ver o sol brilhar todos os dias, superar as expectativas, desde as mais simples até as consideradas impossíveis, ver sonhos se tornando realidade, despertar admiração e prazer em quem os acompanha são alguns exemplos que devem fazer parte da vida de cada um.



Somente dessa forma é possível desenvolver a capacidade de tolerância e a elaboração das frustrações necessária para a reparação dos sentimentos de dor, principalmente na maturidade. Seguir apaixonando-se no envelhecimento evita a invasão da angústia causada pelo decréscimo energético e oportuniza a aquisição da serenidade.


O importante é saber buscar objetivos adequadamente eleitos para apaixonar-se, porque eles fortalecerão Eros, Evitando, o maior tempo possível, as forças tanáticas (da morte) destruidoras. Estas seguem o seu destino sem nenhum esforço. E segundo o provérbio popular, "Vive mais que tem um coração apaixonado do que quem tem um amargurado!

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